[...]
.
Um complicador que interfere entre amor e sexo, talvez o maior dos complicadores, é a moral.
A moral é um feixe complexo de artifícios e regras sociais, psicológicas e políticas, geralmente inventadas por alguém, e depois adotadas por um grupo social, a fim de dominar o outro.
.
Funciona assim: alguém inventa uma regra para você cumprir e que é determinadora e restritiva de suas ações. E o criador da regra diz que ela é para seu bem. Se você acreditar nele - ou apenas obedecê-lo, mesmo sem acreditar - e cumprir a regra, você terá suas ações cerceadas e ele passa a ter poderes sobre você, sem que ele precise admitir nada disso e até sem que você se aperceba.
.
É um mecanismo simples, não é? É. Simples e poderoso, tornando-se ainda mais poderoso se envolver mentiras por parte de quem inventou a regra. Especialmente a mentira de que ele também vai obedecer a regra inventada.
.
A idéia da moral tem rendido muitos dividendos a quem a inventou ou a pratica: pais mandam em filhos (e filhos obedecem) em nome de regras morais. Homens dominam mulheres por razões morais. Religiões controlam seus seguidores - e deles extraem o que querem - por meio de princípios morais. Minorias conseguem facilmente dominar maiorias, e por longos períodos, valendo-se apenas da moral. E por aí vai. Ou por aí tem vindo...
[...]
.
Acontece que amor e sexo não têm moral alguma: são forças da natureza, fazem do homem e da mulher o que está programado biologicamente pela natureza para ser feito; fazem com que eles se aproximem, se aninhem, se ammem, se acasalem, se reproduzam. Tudo conforme as leis universais da matéria e da vida. Leis puramente físicas, animais, humanas - e até sobrehumanas - completamente diversas das leis da moral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.